Após assumir a liderança do Grupo C na Copa do Mundo de 2026, a Seleção Brasileira enfrenta a Escócia em duelo decisivo que pode garantir a classificação para a fase eliminatória do torneio.
A seleção brasileira chega à última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026 em boa situação: quatro pontos, liderança do Grupo C e um adversário que nunca venceu os brasileiros em toda a história das Copas. Nesta quarta-feira (24), Brasil e Escócia se enfrentam no Hard Rock Stadium, em Miami, a partir das 19h (horário de Brasília). No mesmo horário, Marrocos enfrenta o Haiti.
O caminho da seleção até aqui teve altos e baixos. A estreia foi frustrante: empate em 1 a 1 com Marrocos, em Nova Jersey, com a seleção brasileira deixando escapar a vitória nos minutos finais. Na segunda rodada, a recuperação foi clara: goleada de 3 a 0 sobre o Haiti, com atuação mais organizada e consistente sob o comando de Carlo Ancelotti, que assumiu a seleção para este Mundial.
O Brasil soma quatro pontos, mesma pontuação do Marrocos, mas ocupa a primeira colocação pelo saldo de gols. A Escócia, com três pontos após vencer o Haiti e perder para Marrocos, ainda tem chances matemáticas de classificação.
O que o Brasil precisa para avançar
A situação do Brasil é confortável, mas não está garantida matematicamente. Uma vitória sobre a Escócia garante a classificação com sete pontos e pode assegurar a liderança do grupo, dependendo do que acontecer no outro jogo. Se Marrocos também vencer o Haiti, os dois times chegarão a sete pontos e a primeira colocação será decidida pelo saldo de gols.
Um empate com os escoceses também classifica o Brasil, desde que Marrocos não vença o Haiti. Apenas uma derrota colocaria a seleção em situação mais delicada, dependendo de combinações de resultados para se classificar, possivelmente como um dos melhores terceiros colocados.
A escala histórica é totalmente favorável: em quatro encontros anteriores com a Escócia em Copas do Mundo, o Brasil não perdeu nenhuma vez. São três vitórias e um empate, com sete gols marcados e apenas dois sofridos. O único tropeço foi o 0 a 0 em 1974, na Alemanha Ocidental. O jogo mais lembrado foi a goleada de 4 a 1 em 1982, na Espanha, quando a Escócia chegou a abrir o placar antes de ser varrida pelo Brasil de Zico, Sócrates, Falcão e Éder.
Escalação e o sonho do hexacampeonato
Para a partida desta quarta, Ancelotti deve manter a base que goleou o Haiti. O Brasil deve entrar em campo com Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Rayan, Vini Jr e Matheus Cunha.
Maior campeão da história com cinco títulos, o Brasil chega a 2026 tentando quebrar um jejum de 24 anos sem levantar a taça. A última conquista foi em 2002, no Japão e na Coreia do Sul, quando Ronaldo foi o protagonista da campanha. Desde então, eliminações precoces e a derrota histórica de 7 a 1 para a Alemanha em 2014 marcaram uma geração de frustrações. Este grupo, liderado por Vini Jr e com Ancelotti no banco, tenta reescrever essa história a partir das oitavas de final.
O Brasil, caso se classifique na liderança do Grupo C, enfrentará o segundo colocado do Grupo F, formado por Japão, Países Baixos, Suécia e Tunísia, nos 16 avos de final.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
