De acordo com o médico cirurgião Milton Seigi Hayashi, a cirurgia de orelha em abano é um procedimento estético e funcional que pode ter grande impacto na autoestima e no bem-estar emocional, especialmente em crianças e adolescentes. Embora a motivação para a correção muitas vezes surja a partir de incômodos estéticos ou sociais, a decisão de realizá-la deve envolver uma análise cuidadosa, considerando aspectos médicos, psicológicos e familiares. Nesse contexto, o papel dos pais é fundamental para avaliar a real necessidade da cirurgia, compreender as expectativas e oferecer o suporte necessário em todas as etapas do processo.
Descubra como a participação ativa dos pais pode transformar a decisão pela cirurgia de orelha em abano em um processo seguro, consciente e repleto de apoio emocional para a criança.
Como os pais podem avaliar a necessidade da cirurgia de orelha em abano?
A cirurgia de orelha em abano é indicada, na maioria dos casos, quando a projeção das orelhas causa desconforto estético ou emocional significativo. Os pais têm papel essencial na observação desses sinais, que podem incluir mudanças no comportamento da criança, resistência a penteados que evidenciem as orelhas ou relatos de apelidos e provocações na escola. Essa percepção inicial é crucial para buscar orientação médica no momento certo.
Conforme o Dr. Milton Seigi Hayashi, o ideal é que os pais procurem um cirurgião plástico ou otorrinolaringologista com experiência na área para uma avaliação detalhada. O especialista irá analisar a anatomia da orelha, o estágio de desenvolvimento da cartilagem e a proporção facial, além de esclarecer quais técnicas podem ser aplicadas para corrigir a deformidade. A consulta também é um momento para os pais tirarem dúvidas e compreenderem o que esperar dos resultados.
Outro ponto importante é considerar o aspecto emocional. Mesmo que os pais identifiquem a necessidade técnica da cirurgia, é essencial verificar se a criança compreende, dentro de suas possibilidades, o motivo do procedimento. A participação ativa dela na decisão, quando possível, contribui para um pós-operatório mais tranquilo e para maior satisfação com o resultado final.

De que forma o apoio emocional dos pais influencia o sucesso do procedimento?
O apoio emocional é um dos pilares para o sucesso da cirurgia. Crianças e adolescentes que se sentem amparados tendem a encarar o processo com mais confiança e menos ansiedade. A presença constante dos pais nas consultas, no dia da cirurgia e durante o pós-operatório transmite segurança e ajuda a minimizar medos e inseguranças.
Segundo o cirurgião plástico Milton Seigi Hayashi, esse suporte vai além do incentivo verbal. Inclui também criar um ambiente familiar positivo, no qual a criança não se sinta pressionada a mudar sua aparência para agradar aos outros, mas sim motivada a se sentir melhor consigo mesma. Essa abordagem fortalece a autoestima e garante que a decisão seja vista como um passo de cuidado pessoal e não como imposição estética.
Quais responsabilidades os pais devem assumir durante o processo?
Os pais têm responsabilidades práticas e emocionais ao longo de todo o processo da cirurgia de orelha em abano. No pré-operatório, cabe a eles organizar exames, autorizações médicas e o agendamento da cirurgia, além de seguir todas as orientações sobre alimentação, uso de medicamentos e cuidados prévios à anestesia.
Durante a recuperação, os pais precisam monitorar sinais de complicações, como dor intensa, sangramento ou alterações na cicatrização, comunicando imediatamente ao médico caso surjam problemas. Também devem garantir que a criança evite atividades de risco, como esportes de contato, até que a cicatrização esteja completa.
A longo prazo, a responsabilidade dos pais inclui continuar reforçando a autoestima da criança e lembrando-a de que a cirurgia foi uma escolha para o bem-estar e não uma exigência estética. Como destaca o Dr. Milton Seigi Hayashi, médico graduado pela Universidade Federal do Paraná, com especialização em Cirurgia Plástica pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, e mais de 25 anos de experiência na área, essa postura contribui para que o impacto positivo do procedimento seja duradouro, fortalecendo tanto a imagem corporal quanto a confiança pessoal.
Autor: Edward Jones
